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Nutrição·February 16, 2025·7 min

BRS Capiaçu para silagem: prós e contras que todo pecuarista precisa conhecer

Com produtividade 30% superior e custo 57% menor que a silagem de milho, o BRS Capiaçu é promissor — mas exige manejo correto para entregar resultados.

O que é o BRS Capiaçu?

O BRS Capiaçu é uma cultivar de capim-elefante desenvolvida pela Embrapa com foco em alta produtividade de biomassa para silagem e picado verde. Com rendimento até 30% superior às cultivares tradicionais de capim-elefante, o Capiaçu vem ganhando espaço tanto na pecuária leiteira quanto na de corte como alternativa econômica à silagem de milho.

A cultivar é de propagação vegetativa (por mudas) e foi projetada para uso sob corte, com potencial de produção de até 50 toneladas de matéria seca por hectare por ano — podendo chegar a 300 toneladas de massa verde por hectare em três cortes anuais.

Os prós: por que considerar o Capiaçu

  • Produtividade excepcional: de 40 a 50 toneladas de massa verde por corte, com possibilidade de 2 a 3 cortes por ano na mesma área
  • Custo até 57% menor: o custo médio da matéria seca da silagem de Capiaçu gira em torno de R$ 130/tonelada, contra mais de R$ 300 da silagem de milho
  • Proteína competitiva: cortado aos 50 dias, atinge cerca de 10% de proteína bruta — superior aos 7% da silagem de milho
  • Perene: não exige replantio anual como o milho, reduzindo custos com preparo de solo e sementes
  • Versatilidade: pode ser usado como silagem, picado verde ou cana-energia, servindo tanto para bovinos de corte quanto de leite
  • Adaptação: se adapta bem a diversas regiões do Brasil, inclusive com solos de média fertilidade

Os contras: os riscos do manejo incorreto

O Capiaçu não é "plantar e esquecer". Sem manejo adequado, as vantagens se perdem rapidamente:

  • Ponto de corte crítico: colhido muito jovem (antes de 90 dias), o silo "chora" — libera efluente excessivo, perde nutrientes e gera silagem ácida que reduz o consumo animal
  • Queda de proteína com a idade: a proteína bruta cai de 10% aos 50 dias para apenas 5,5% aos 110 dias — e a ensilagem reduz ainda mais esse teor
  • Alta extração de nutrientes do solo: sem adubação imediata após cada corte, a produtividade despenca nos ciclos seguintes
  • Fermentação mais difícil: o capim tem menos açúcares naturais que o milho, tornando o uso de inoculantes bacterianos obrigatório para garantir uma fermentação de qualidade
  • Necessidade de equipamento adequado: a altura da planta (4 a 6 metros) exige ensiladeira com capacidade para corte pesado

O ponto ideal para silagem

Segundo recomendações da Embrapa, o corte para silagem deve ser feito entre 90 e 110 dias de crescimento. Nesse ponto:

  • A matéria seca fica entre 25 e 30%, ideal para compactação no silo
  • A produção alcança 108 a 112 toneladas de massa verde por hectare por corte
  • O equilíbrio entre produtividade e qualidade nutricional é otimizado
  • A fermentação ocorre de forma mais estável com menor perda de efluentes

Manejo e adubação: o que não pode faltar

  • Plantio: sulcos de 20 a 30 cm de profundidade, espaçamento de 0,80 a 1,20 m entre linhas
  • Adubação de base: conforme análise de solo, preferencialmente com fósforo e potássio
  • Adubação de cobertura: nitrogênio após cada corte — essencial para manter a produtividade nos ciclos seguintes
  • Adubação orgânica: dejetos de curral reduzem a necessidade de fertilizantes químicos e melhoram a estrutura do solo
  • Irrigação: quando disponível, pode aumentar significativamente a produtividade e permitir cortes mais frequentes

Como um sistema de gestão ajuda na decisão

Decidir entre silagem de Capiaçu e milho — ou encontrar a proporção ideal de cada uma — exige dados de custo, produção e desempenho animal. Um sistema de gestão pecuária permite:

  • Controle de custos por hectare: registre investimentos em plantio, adubação, inoculante e colheita de cada fonte de volumoso
  • Custo por tonelada de MS: compare o custo real da silagem de Capiaçu vs. milho na sua realidade
  • Desempenho animal por dieta: acompanhe produção de leite ou ganho de peso em lotes alimentados com diferentes proporções de volumoso
  • Calendário de cortes: programe datas de corte, adubação de cobertura e previsão de produção
  • Estoque de volumoso: controle a quantidade disponível no silo e projete a autonomia alimentar do rebanho

Com a Seabra Solutions, você toma a decisão sobre volumoso com base em números — comparando custo, produtividade e resultado animal em um único sistema.

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